quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Cinema mudo... mas não surdo



Dziga Vertov


Sergei Eisenstein
http://archive.sensesofcinema.com/contents/directors/04/eisenstein.html


O Couraçado de Potemkin (1925)http://www.archive.org/details/BattleshipPotemkin?start=2879.5
http://www.archive.org/movies/thumbnails.php?identifier=BattleshipPotemkin

O Couraçado Potemkin

Clássico filme russo, misto de guerra, drama e reconstituição histórica propagandística, escrito erealizado em 1925 por Sergei Eisenstein. De título original Bronenósets Potyomkin, foiinterpretado por Vladimir Barsky, Grigory Aleksandrov, Aleksandr Antonov e Mikhail Gomarov,entre outros, tendo estreado no Teatro Bolshoi de Moscovo a 21 de dezembro de 1925.
O filme resultou de uma encomenda do Governo da União Soviética para comemorar o vigésimoaniversário da Revolução de 1905. Inicialmente, Eisenstein concebeu um gigantesco projeto como objetivo de retratar todos os acontecimentos desse ano, mas por dificuldades várias acabou porabordar um só acontecimento: o motim do couraçado "Potyomkin", ancorado em Odessa. Àsemelhança de uma tragédia clássica, o filme divide-se em cinco atos: "Homens e vermes" (narraa vida a bordo e o nascimento do motim), "O drama do castelo da popa" (mostra o confrontoentre o comandante e os amotinados), "O sangue clama vingança" (um marinheiro assassinado éexposto no cais), "A escadaria de Odessa" (fuzilamento de civis nas escadas do porto pelosguardas) e "Azáfama do combate" (o couraçado prepara-se para navegar). O registo é o de uma reconstituição de atualidades da época, tendo sido usado material de arquivo e testemunhas paraapresentar a maior autenticidade dos episódios narrados. Obviamente, o objetivo era o filme funcionar como propaganda soviética. Apesar de o ser, o génio de Eisenstein (um dos pioneirosda arte cinematográfica) acabou por fabricar uma obra central na evolução da linguagem cinematográfica, um dos filmes mais influentes e estudados do século XX. Há, sobretudo, umanova conceção de montagem e de ritmo que transformam a perceção dos acontecimentos, dandoprimazia ao emocional em detrimento do linear e do cronológico.
A mais antológica sequência do filme é a do massacre na escadaria do porto de Odessa (que,curiosamente, foi uma invenção histórica), que articula de forma magistral os ritmos, asmetáforas (por exemplo, os célebres leões de pedra) e os sentimentos que se pretendemtransmitir. Essa sequência é uma das mais citadas pelo cinema que se lhe seguiu, com destaquepara uma cópia explícita feita por Brian de Palma em Os Intocáveis (The Untouchables, 1987).
O Couraçado Potemkin, que Chaplin considerou o melhor filme do mundo e é unanimemente considerado um dos melhores do tempo do mudo, só estreou em Portugal a 2 de maio de 1974,no Cinema Império.


Alexander Nevsky (1938)


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Sequência narrativa com montagem paralela


The Great Trainrobbery (1903), Edwin S. Porter, 9'39" 














Campo e contracampo



The Mender of Nets (1910-12 ), D.W. Griffith, ~13 min.

Angélica


de Manoel de Oliveira (2010)

terça-feira, 10 de abril de 2012

Mostra de vídeo 2011-12

Mostra de vídeo dos alunos de Realização - SI 2º ano 2011-12
16 Abril, segunda-feira, 17h, auditório EP1, ESAD.CR



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Concurso de apoio a curtas metragens ESAD-ICA


Concurso de apoio à produção de curtas-metragens
para alunos de Som e Imagem

Candidaturas até dia 15 de Março de 2012

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Montagem

“José e Pilar”, documentário de Miguel Gonçalves Mendes, de 2010. 










Sinopse “José e Pilar”
A Viagem do Elefante, o livro em que Saramago narra as aventuras e desventuras de um paquiderme transportado desde a corte de D. João III à do austríaco Arquiduque Maximiliano, é o ponto de partida para “José e Pilar”, filme de Miguel Gonçalves Mendes que retrata a relação entre José Saramago e Pilar del Río.

Mostra do dia-a-dia do casal em Lanzarote e Lisboa, na sua casa e em viagens de trabalho por todo o mundo. “José e Pilar” é um retrato surpreendente de um autor durante o seu processo de criação e da relação de um casal empenhado em mudar o mundo – ou, pelo menos, em torná-lo melhor.

“José e Pilar” revela um Saramago desconhecido, desfaz ideias feitas e prova que génio e simplicidade são compatíveis. “José e Pilar” é um olhar sobre a vida de um dos grandes criadores do século XX e a demonstração de que, como diz Saramago, “tudo pode ser contado doutra maneira”.