segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Concurso de apoio a curtas metragens ESAD-ICA


Concurso de apoio à produção de curtas-metragens
para alunos de Som e Imagem

Candidaturas até dia 15 de Março de 2012

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Montagem

“José e Pilar”, documentário de Miguel Gonçalves Mendes, de 2010. 










Sinopse “José e Pilar”
A Viagem do Elefante, o livro em que Saramago narra as aventuras e desventuras de um paquiderme transportado desde a corte de D. João III à do austríaco Arquiduque Maximiliano, é o ponto de partida para “José e Pilar”, filme de Miguel Gonçalves Mendes que retrata a relação entre José Saramago e Pilar del Río.

Mostra do dia-a-dia do casal em Lanzarote e Lisboa, na sua casa e em viagens de trabalho por todo o mundo. “José e Pilar” é um retrato surpreendente de um autor durante o seu processo de criação e da relação de um casal empenhado em mudar o mundo – ou, pelo menos, em torná-lo melhor.

“José e Pilar” revela um Saramago desconhecido, desfaz ideias feitas e prova que génio e simplicidade são compatíveis. “José e Pilar” é um olhar sobre a vida de um dos grandes criadores do século XX e a demonstração de que, como diz Saramago, “tudo pode ser contado doutra maneira”.



Ideia - matéria - forma





Os realizadores Jean-Marie Straub e Danièle Huillet, filmados por Pedro Costa em "Où gît votre sourire enfoui? (2001), documentário que acompanha a montagem de "Sicilia" (1999).

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Montagem






Documentário "Uma História de Cinema"

Subtexto

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Personagem e ponto de vista


Viaggio in Italia (1954), Roberto Rossellini


Cul-de-Sac (1966), Roman Polanski



Era uma vez um melro cantor (1970), Otar Iosseliani



quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O assunto e o argumento, segundo Kiarostami

Ten on Ten (2004), Abbas Kiarostami


O argumento:
«Eu não costumo escrever os meus guiões da maneira como habitualmente são escritos os argumentos. A minha primeira ideia sobre uma intriga não é mais do que meia página. Depois desenvolvo isto para 3 páginas, e por essa altura sei se o filme pode ser feito. E tomo a minha decisão sobre se o filme pode ser feito com base nestas 3 páginas. É claro que não era assim no início da minha carreira. Só faço isto desde que já não tenho que submeter um argumento a um produtor ou ao Ministério da Cultura. Agora, tanto um como o outro sabem já que é praticamente impossível para mim manter-me fiel ao argumento escrito. Eu só me mantenho fiel à ideia original do filme. Mas mesmo disso não posso ter a certeza.»

«Se dermos diálogos escritos a não-actores, eles acabam por dizê-los palavra a palavra, e se isso acontecer os não-actores tornam-se verdadeiros actores. Mas para este tipo de filme, não-actores devem permanecer não-actores. Outra coisa importante é que quando escrevemos, cuidamos a gramática. Mas a língua falada nem sempre segue as regras de gramática. As regras de gramática devem ser quebradas. Isto produz diálogos naturais de acordo com a cultura da pessoa que fala. Como disse, não escrevo argumentos exactos. É no processo de filmagem e produção que as alterações diárias vão gradualmente modelando o filme. E o argumento toma forma à medida que o filme vai sendo feito.»

Ten on Ten (2004), Abbas Kiarostami

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Ten (2002), Abbas Kiarostami




O assunto:

«O assunto de Ten é baseado na vida do dia-a-dia. Certamente muitos espectadores sérios e vários críticos acharão que o assunto é aborrecido. Não surpreende que o cinema esteja cativo da necessidade natural de contar histórias. Nós estamos acostumados, ou fomos acostumados, a só aceitar a realidade dentro do quadro de uma história, de forma que seja excitante ou comovente. Este é o velho estilo de narração usado por Sherezade nos seus contos para o rei que costumava matar os convidados. Mas eu não acredito que o trabalho de cineasta seja excitar ou comover o espectador, só para criar momentos especiais. Mostrar simplesmente a realidade pode fazer as pessoas pensarem nos seus próprios actos e comportamentos e nos dos outros. E ver e aceitar a realidade como ela é. (...) Esta é a principal diferença entre este tipo de cinema e o de Hollywood. Neste tipo de cinema o assunto mais importante é: os seres humanos e suas almas.»