Hans Richter Painter, graphic artist, avant-gardist, film-experimenter and producer. First contacts with modern art in 1912 through the "Blauen Reiter" and in 1913 through the "Erster Deutsche Herbstsalon" gallery "Der Sturm", Berlin. In 1914 he was influenced by cubism. Contributed to the periodical "Die Aktion" in Berlin. First exhibition in Munich, 1916. "Die Aktion" published as a special edition about Hans Richter. In the same year he went to Zürich and joined the Dada movement. In 1921 he made the first abstract film, "Rhythme 21," which today is considered a classic among avant-garde films. Hans Richter wrote of his own attitude of films: "I conceive of the film as a modern art form particularly interesting to the sense of sight. (...) The cinema can fufill certain promises made by the ancient arts, in the realization of which painting and film become close neighbors and work together." In 1957, Hans Richter finished a film named "Dadascope" with original poems and prosa spoken by their creators: Hans Arp, Marcel Duchamp, Raoul Hausmann, Richard Huelsenbeck, and Kurt Schwitters. in http://www.ubu.com/film/richter.html
Laurel & Hardy:
Pick a Star (1937), Edward Sedgwick
«O filme burlesco (como a comédia, o filme paródico e o filme de humor) pertence à grande família do cinema cómico que procura divertir o público utilizando as armas do riso ou do sorriso. Se a comédia procura divertir pela pintura dos costumes e dos caracteres numa perspectiva realista, o burlesco alimenta-se de efeitos cómicos inesperados e fulgurantes (gags), que inseridos subrepticiamente na narrativa criam um universo absurdo e irracional. A fronteira entre os géneros é frequentemente incerta, já que a comédia não proíbe os gags.
O termo burlesco foi utilizado, na sua acepção cinematográfica, desde os anos 1910, pelos americanos que o tomaram emprestado ao music-hall britânico. Também usam o termo slapstick (golpe de pau), já que a paulada, junto com a queda corporal e o arremesso de tartes de creme, constituem os emblemas deste género.»
in Pinel, Vincent. Écoles, Genres et Mouvements au Cinéma. Paris: Larousse, 2000.
« Burlesco: Termo proveniente do latim burrula, dim. burra (brincadeira, burla, farsa); em italiano burla, burlesco (burla, mofa); em francês burlesque.
Como género literário, o burlesco, originalmente, consistia na paródia de textos clássicos de assunto sério, como as epopeias, tratados de forma zombeteira, utilizando uma linguagem exagerada que tinha como finalidade ridicularizar o texto. O contrário também servia de motivo ao burlesco, ou seja, tratar um assunto de menor importância com a gravidade de um assunto solene, utilizando um estilo elevado.
Quer a sátira quer o burlesco implicam uma visão mais ou menos crítica da realidade social. No entanto, o que as distingue é o facto de na sátira o autor incluir-se no sistema de valores da ideologia dominante criticando o que fôr contrário a essa ideologia e o autor burlesco encontrar-se fora desse mesmo sistema, contrapondo um sistema de valores inversos (antivalores) que exalta proclamando a sua superioridade. O burlesco torna-se mais tolerável do que a sátira uma vez que o seu exagero, a distorção de sentidos, o carácter paródico, a falta de um discurso político ou moralizador, o tornam aparentemente mais inofensivo.
O conceito de burlesco está bastante próximo do conceito de carnavalesco (Bakhtine) e aparenta-se com a paródia na medida em que vulgariza o que é sublime.»